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terça-feira, 16 de abril de 2013

CHEGOU A PRIMAVERA!

Finalmente pude estrear a minha nova roupa primaveril: as calças «de vela», a camisola mais fina, o blusão de tecido acamurçado e o boné azul.
A condizer com a finalidade primeira das calças, os sapatos também eram «de vela», e ao referir tudo isto, o comentário da Margarida, minha companheira de mais de 40 anos de aventuras, foi: «Só te falta o barco!».
Realmente, há pouco menos de 40 anos, fiz-me sócio do «Fluvial» do Porto, começando a treinar mais um pouco a natação, depois passaria ao remo, depois à vela, depois embarcações a motor... Queria atingir o «topo da carreira», ser patrão de alto-mar de embarcações a motor.
Adiante.
No Domingo passado resolvemos ir até à Galiza, atravessando o Minho em Vila Nova de Cerveira, mas eis que, pelo caminho, se nos depara um recanto curioso e simpático: os Moinhos da Gávea, na Reboreda.
Parámos, e aproveitei para tirar a camisola e trocar os «velas» pelos chinelos tipo «Birkenstock» que trago sempre debaixo do assento, prevendo destas alterações de temperatura a que os meus pés são sensíveis.



À porta do Núcleo Interpretativo dos Moinhos da 
Gávea.



Núcleo Interpretativo dos Moinhos da Gávea.


Pela primeira vez vi um conjunto de azenhas em vários níveis, accionadas por uma rede de cursos de água, naturais e criados pela mão do homem, quer através de aquedutos quer através de canalizações em material sintético.




Aspectos dos Moinhos.



Um dos cursos de água que acciona
os moinhos.


Aqueduto paralelo à estrada e sobre um dos cursos
de água.


O mesmo aqueduto, visto da estrada.


Subimos até ao parque, parque esse rodeado por um dos ribeiros. Descalçámo-nos, e senti a frescura da erva fresca, regada pelas chuvas intensas destes últimos meses.


"...senti a frescura da erva fresca, regada pelas 
chuvas intensas destes últimos meses.".


Margarida gosta de andar descalça, mas as circunstâncias para o fazer têm de ser muito especiais, e só ela sabe quando e como. Mas neste Domingo soalheiro e neste lugar idílico não resistiu. Era uma das tais circunstâncias favoráveis!


"...neste Domingo soalheiro e neste lugar idílico 
não resistiu." 


Um encanto, vê-la acariciar as doces pedras do caminho com os seus pés pequeninos, branquinhos e de dedinhos arrebitados!


"...pés pequeninos, branquinhos e de 
dedinhos arrebitados!".


Não nos faltava desejo de passar ali o resto da tarde. Mas eu precisava de mar. Sinceramente... Comprar umas calças «de vela» e não ir com elas para o mar...! Gostaria de as molhar bem na água salgada e não naquela terra alagadiça onde as salpiquei de lama. Só que...
Là fomos até A Garda, mas como podem ver atrás de mim, "o mar era muito", como dizem os vareiros de Espinho.


"...como podem ver atrás de mim,
 "o mar era muito""


Qual molhar as calças, qual molhar os pés! Eu considerei mesmo esta pose como um «desplante temerário»!
Regressámos. Como ainda não tínhamos Missa decidimos sair em Ponte de Lima, onde ainda conseguimos apanhar Missa na Matriz.


Igreja Matriz de Ponte de Lima.


E depois de termos alimentado o espírito na igreja, recolhemos à mesa de um determinado «convento» de «gulosos», para alimentar o corpo com um rico arroz de sarrabulho e rojões!







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