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domingo, 26 de maio de 2013

NO «CALVÁRIO» DA «VOLTA»

Ela (a Volta a Portugal em Bicicleta) ainda vem longe, mas eu e a Margarida escolhemos, para este Domingo, conhecer o percurso mais emblemático da mesma, que é a subida ao alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto (900 metros de altitude).



Santuário de Nossa Senhora da Graça

Claro que não começámos por aqui.
Logo na saída da auto-estrada teríamos uma visita obrigatória à grande «vítima» da mesma: o término da Linha do Tâmega no Arco de Baúlhe, hoje convertido em Núcleo Museológico Ferroviário e Museu das Terras de Basto:


Um programa para depois do almoço.
E a propósito do almoço, excelente e simpàticamente servido na Churrasqueira do Paço, logo ali na referida saída da A7: comprometi-me a divulgar neste «blog» a irrepreensível qualidade do serviço e a elogiar a farta (passe o termo) dose de leitão assado com muita batata frita.
Eis aqui o cartão de visita do estabelecimento:


Como as visitas apenas começariam às 14H30, tivemos tempo para percorrer um trecho do leito da via férrea, agora convertido numa ecopista / ciclovia até Vila Nune.



A ecopista começa aqui, na antiga plataforma de
embarque.


A Margarida, como sempre, não resistiu e foi colhendo algumas espécies vegetais para adornar a casa:



Dedaleira (Digitalis Purpurea), 
uma das espécies colhidas pela Margarida.


Nos terrenos que marginalizam o antigo leito da
via férrea ainda se pratica uma agricultura tradicional.


Vinha num terreno marginal à ecopista.

A visita ao Núcleo Museológico Ferroviário foi um despertar de saudades, não de viagens pela Linha do Tâmega (que nunca percorri), mas pela evocação de outras, onde conheci e viajei em material circulante semelhante ao exposto e onde vi muitos daqueles objectos, igualmente expostos, ainda em pleno funcionamento.


Junto à carruagem em que S. M. a Rainha D. Amélia
fez a viagem da Régua a Chaves.


Na plataforma giratória.


Num vagão aberto.

Terminada a visita a este Núcleo Museológico, encaminhámo-nos para o tal «calvário» dos ciclistas, com a Margarida a temer pela quantidade de curvas que teríamos de vencer, mais ainda quando ao longe avistávamos já o altivo Monte Farinha, coroado pelo santuário, a dominar Mondim. Mas... se os ciclistas o venciam (eu sou ciclista, mas nunca seria aventura para mim...) porque um Hyundai-Lantra não o haveria de vencer?


Santuário da Senhora da Graça.
Fachada Poente.

Mas as curvas não eram assim tão pronunciadas nem a estrada era estreita, antes bem larga, para deixar passar, folgado, o «pelotão» da «Volta». Para compensar a pendente. 


O templo é sóbrio, para barroco:



Interior.


Presbitério


Imagem de
Nossa Senhora da
Graça (da tribuna).


Imagem de S. Tiago Maior.


Retábulo e imagem
do Senhor Crucificado.


Retábulo e imagem de 
Nossa Senhora de Fátima.


Andor com a imagem de Nossa Senhora da Graça.


Grande plano da imagem.


Interior visto do presbitério.

Visitado o interior, admirámos a paisagem circundante, ainda que o tempo nublado não tivesse permitido uma melhor colheita de imagens:






Para completar o programa iríamos apanhar pinhas e lenha seca, para uns eventuais churrascos que se venham a realizar:




Pretexto também para libertarmos os nossos pés, fazermos a nossa «reflexologia plantar» sobre agulhas de pinheiro:




Sobre terra recentemente trabalhada para abertura de um caminho:


Sobre erva e gravilha:


Bem... Também trabalhei. Não me limitei a fotografar:


E chegou a hora do regresso. Passou o receio da distância, das curvas, da altitude, etc. . Se o Monte Farinha é «calvário» só se for mesmo para a «Volta»!



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