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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ENTRE FLORES

ENTRE FLORES
por Rob
Guache
450 x 305 mm.




SÉRIE 9300 DA CP


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Série 9300 (9301-9310) refere-se a um tipo de automotora, que era utilizada pela companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses nas Linhas do Vouga, Dão, Porto à Póvoa e Famalicão, Guimarães e Tua, e nos Ramais de Aveiro e Matosinhos.
HISTÓRIA
Antecedentes:
Em meados da Década de 1950, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses iniciou um plano de substituição da tracção a vapor, nos serviços de passageiros, por automotoras, especialmente nas linhas estreitas a Norte do Rio Douro, e na Linha do Oeste; considerava-se, naquela altura, que a utilização destes veículos era mais económica, simples de gerir, e, devido à sua maior rapidez e conforto, atraíam mais passageiros.
Desta forma, encomendou um grande número de automotoras, a serem introduzidas ao serviço nos finais de 1955 ou inícios de 1956.
INTRODUÇÃO AO SERVIÇO
Planeadas para serem uma versão de via estreita, e por isso mais limitada, das automotoras da Série 0300, da mesma construtora — NV Allan, foram construídas em 1954, na cidade de Roterdão. Chegaram a Portugal em 1955, para complementar a reduzida frota de automotoras de via estreita da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que nessa altura era composta essencialmente pelas unidades da Série 9100, sendo os restantes serviços efectuados por composições traccionadas por locomotivas a vapor.
No caso da Linha do Tua, o propósito era substituir as automotoras ME 7 e 8, cuja reduzida capacidade era insuficiente para a procura.
A primeira automotora chegou a Bragança por volta das 13 horas do dia 3 de Outubro, com um atrelado, numa viagem de experiência. Foi conduzida por Júlio dos Prazeres Pereira, e transportava os engenheiros António Monteiro e Celso Vasconcelos, da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, e outros dois engenheiros holandeses, representando o fabricante.
Dois dias depois, realizou-se uma nova experiência, na qual a automotora seguiu com vários convidados a bordo, incluindo o director geral da Companhia, Roberto de Espregueira Mendes, e dois representantes da NV Allan, até à Estação de Tua; a viagem foi interrompida em Macedo de Cavaleiros, para o almoço. Ambas as experiências foram bem sucedidas.
Entraram ao serviço em 16 de Outubro de 1955, na Linha do Tua. Ainda no mesmo ano, também começaram os seus serviços nas Linhas do Porto à Póvoa e Famalicão, Guimarães e no Ramal de Matosinhos.
Em 1975, foram introduzidas as primeiras unidades nas Linhas do Vouga e Dão e no Ramal de Aveiro; as outras automotoras da mesma série também ali colocadas, junto com os respectivos reboques, após terem sido substituídas por composições traccionadas por locomotivas da Série 9000 nas linhas métricas do Porto, e pelas automotoras da Série 9700 na Linha do Tua.
REMOTORIZAÇÃO E FIM DOS SERVIÇOS
Na Década de 1980, foram introduzidas, nas unidades motoras, novos motores diesel, da marca Volvo; em 1993, ainda se encontravam a circular, com reboque, na Linha do Vouga. Foram abatidas entre 2001 e 2002, tendo a 9301 sido vendida ao Museu Vasco del Ferrocarril, mantendo ainda o esquema de cores da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses; a 9307 foi convertida numa composição de socorro, e a 9310, preservada.
Estava previsto que a automotora 9301 fosse fazer parte dos comboios históricos organizados pelo Museu, entre Azpeitia e Lasao.
CARACTERIZAÇÃO
Originalmente classificadas como MEy301-310, estas 10 automotoras detinham capacidade para 32 passageiros sentados em terceira classe, e 12 na secção de primeira classe. Cada unidade incluía dois lavabos, no centro da automotora, e uma pequena divisão para bagagens. Cada um dos oito atrelados dispunha de 68 lugares sentados na terceira classe, mas não detinha nenhum local próprio para bagagens; o esquema de cores original, azul com uma faixa vermelha, foi, na Década de 1970, alterado para a pintura vermelha e branca, característica das composições da companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, tendo alguns dos veículos também ostentado uma decoração em azul escuro com faixas vermelhas.
A propulsão das unidades motoras era assegurada por dois motores AEC de 200 cavalos a diesel, e a energia eléctrica, por quatro motores de 80 cavalos; o aquecimento nas motoras era feito a partir do sistema de circulação de água para o arrefecimento dos motores, enquanto que, nos reboques, era utilizada uma caldeira com um aparelho de ar quente pulsado. A iluminação era eléctrica, e a frenagem era efectuada por um sistema misto de ar comprimido e vácuo de funcionamento eléctrico e manual na motora, e só a vácuo no reboque.
Podiam atingir uma velocidade máxima de 70 quilómetros por hora, embora, inicialmente, por motivos de ordem técnica, a sua velocidade foi limitada a 50 quilómetros por hora.
Apesar da sua excelente fiabilidade, tendiam a pender demasiado nas curvas e a incendiar-se, o que causou alguns acidentes, como o Desastre Ferroviário de Custóias, em 26 de Julho de 1964, no qual a unidade número 309 descarrilou numa curva da Linha do Porto à Póvoa e Famalicão, tendo-se incendiado em seguida, ou a destruição da 302 num acidente na Linha do Tua.
FICHA TÉCNICA
Características de exploração
Ano de construção: 1954
Entrada ao serviço: 1955
Natureza do Serviço: Linha
Número de automotoras: 10 (9301-9310)
Dados gerais:
Bitola de Via: 1000 mm
Comprimento total: 18,5 metros
Tipo de tracção: Gasóleo (diesel)
Transmissão de movimento:
Tipologia: Eléctrica
Motores de tracção:
Potência total: 538 kW
Velocidade máxima: 70 km/h
LOTAÇÃO
Motora:
Sentados:
Primeira classe: 129
Terceira classe: 329
Reboque:
Sentados:
Terceira classe: 689
LISTAGEM DE UNIDADES MOTORAS
9301: Adquirida pelo Museu Vasco del Ferrocarril
9302: Destruída num incêndio na Linha do Tua, no final da Década de 1970
9309: Destruída no Desastre Ferroviário de Custóias, em 26 de Julho de 1964

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