QUEM SOU

domingo, 8 de janeiro de 2017

CLARISSAS CAPUCHINHAS DA OBSERVÂNCIA TRADICIONAL

ESCONDIDAS COM CRISTO EM DEUS ...
     "Atrairei a alma e conduzi-la-ei à solidão, e ali falarei ao seu coração" (Oseias II, 14).    
    As Clarissas Capuchinhas são religiosas contemplativas que vivem numa atmosfera de silêncio, como Deus, a Quem procuram, não se encontram no tumulto, e, para Sua Divina Majestade, nenhum louvor se eleva mais apropriadamente do que no silêncio.
As Clarissas Capuchinhas são religiosas contemplativas...
    Elas responderam a um chamado que as separou do Mundo.  
    Vivendo em clausura dedicam-se à oração e ao sacrifício.
    Vivendo escondidas, "atrás da grade", esquecidas não se esquecem de ninguém, tendo como missão louvar a Deus em nome de toda a humanidade.
Vivendo escondidas, "atrás da grade", esquecidas não se esquecem de ninguém...
    Apresentam-Lhe a miséria do mundo, para que Ele possa enviar a Sua graça e  
Luz transformadora.
    Seguindo as palavras da sua mãe e fundadora, são "as cooperadoras de Deus, as coadjutoras de Jesus Cristo, na sublime obra de santificação das almas; o apoio e a força dos fracos e sofredores membros do Corpo Místico ".    
    Como afirmou o Papa Pio XI, aqueles que por sua vocação se dedicam à oração e à penitência contribuem mais para a expansão da Igreja e para a salvação da raça humana do que aqueles que trabalham a "Vinha do Pai" por obras exteriores.  
    E o Papa Pio XII chamou aos contemplativos  "a parte mais ilustre do seu rebanho".
    Os conventos e mosteiros consagrados à oração são testemunhas permanentes da existência de Deus.
Os conventos e mosteiros consagrados à oração são testemunhas  permanentes da existência de Deus.

    São as preciosas jóias da Santa Igreja, as riquezas mais puras de um Mundo que difìcilmente sabe que existem.  
    Para todos aqueles que tentam encontrar sentido neste mundo e nas suas vidas, esses conventos são uma luz num candelabro.
    A Paz, a alegria e a simplicidade que ali reinam testemunham a base sólida sobre a qual o convento descansa, e muito se poderia là aprender sobre como construir uma vida com fundamento indestrutível. 
A Paz, a alegria e a simplicidade que ali reinam...
    Estes conventos são fortalezas espirituais opostas ao materialismo que perde tantos bons valores.  
    São reservas de Cristianismo para uma Cristandade decadente.

SANTA CLARA
    Clara tinha dezoito anos de idade quando, em 1212, S. Francisco veio pregar o sermão quaresmal na igreja de S. Jorge, em Assis.  
    As palavras inspiradas do "Pobrezinho" acendeu uma chama no coração de Clara.    
    Ela procurou-o em segredo e implorou-lhe que a ajudasse a viver "à maneira do Santo Evangelho".    
    No início da conversão de S. Francisco, seis anos antes deste encontro, enquanto estava a reparar as paredes da capela de S. Damião, Deus revelou-lhe que "Aqui viverão freiras de uma vida tão santa que brilharão como uma luz em toda a Igreja ".  
    S. Francisco viu em Clara o início desta profecia e reconheceu-a como uma alma escolhida por Deus para grandes coisas e previu que muitas iriam seguir os seus passos.    
    No Domingo de Ramos, Clara, vestida com toda a sua elegância, assistiu à Missa na catedral. 
    Foi esta a última vez que o Mundo a viu.  
    Naquela noite, a conselho de S. Francisco, saíu secretamente da casa paterna, acompanhada por uma tia e outra companheira, e dirigiu-se à capela da Porciúncula (a primeira capela ocupada por S. Francisco), onde este lhe cortou os cabelos, a vestiu de uma forma grosseira, com uma túnica penitencial, um cordão branco e um áspero véu. 

...este lhe cortou os cabelos, a vestiu ... com uma túnica penitencial, um cordão branco e um grosso véu.

     Foi desta maneira que a mãe e as Clarissas entraram em religião, jurando dedicar-se para sempre ao serviço de Jesus Cristo.
    Por breve tempo, S. Francisco pôs Clara num convento beneditino.
    Pouco tempo depois, a sua irmã mais nova, Catarina (que se tornaria Santa Inês de Assis), juntou-se a ela, seguida por outras almas que fugiam do Mundo, como mais tarde a sua própria mãe e outra irmã.    

    Em pouco tempo, S. Francisco obteve-lhes uma rude habitação rude, a capela de S. Damião. 
    Assim foi fundada a primeira comunidade de "Senhoras Pobres" ou "Clarissas", como passou a ser conhecida esta Segunda Ordem Franciscana.  
    Estas novas filhas de S. Francisco serviam a Deus em grande pobreza, penitência e estrita, segundo uma regra que S. Francisco lhes deu. 
    Embora Clara, em 1215, fosse obrigada, sob obediência, a aceitar o ofício de abadessa (e assim o foi durante trinta e oito anos, até à sua morte) o seu amor à humildade encontrou compensação no desempenho dos mais humildes serviços às irmãs. 
 
...desempenho dos mais humildes serviços às irmãs.

...até à sua morte...

    A sua vida foi uma Imagem da Virgem Maria, vivendo oculta e silenciosa, em mansidão e bondade. 
    "Quando a Mãe Clara ordenava às irmãs qualquer coisa, fazia-o com tanto medo e humildade que nos surpreendia" (Processo de Canonização).  
    Apesar dos grandes sofrimentos físicos,deu às irmãs um exemplo impressionante de zelo, penitência e oração.  
    Viveu "escondida com Cristo em Deus", e, embora enclausurada, foi cognominada como "a principal rival do Beato Francisco, na observância da Perfeição do Evangelho".
    Tão grande que, apenas dois anos depois de sua morte, foi solenemente canonizada  por Alexandre IV.

Corpo recomposto de Santa Clara de Assis
 SANTA POBREZA

    Durante a sua vida, Santa Clara defendeu valentemente a característica franciscana essencial da sua Ordem: a devoção à santa Pobreza, ao despojamento de todos os bens para sòmente possuir a Deus.
    Ao segurar Jesus como seu único Tesouro, abraçou essa virtude de uma maneira absoluta.
    Modelando n' Ele a sua vida, imitou devotamente as Suas privações, dificuldades e desapego de todas as coisas sob o Céu, o que despertou mesmo a admiração do
Soberano Pontífice.  
    Após petição à Santa Sé, obteve de Inocêncio III  o "Privilégio da Altíssima
Pobreza ", que permitia às Clarissas não possuírem qualquer propriedade (excepto o convento) e sem receberem
renda fixa.
    Assim poderiam viver completamente abandonadas às mão da Divina Providência, dependendo das esmolas e da caridade dos fiéis, por quem ofereciam orações diárias e penitência.  
    Dois dias antes da morte de Santa Clara, Inocêncio IV confirmou a própria Regra que ela deixara às suas filhas.


CLARISSAS CAPUCHINHAS
    Outros conventos foram fundados à imitação de S. Damião. 
    Entretanto, com o passar do tempo, muitos afastaram-se da Regra original e tornou-se necessária uma reforma no sentido do regresso ao primitivo ideal da Altíssima Pobreza.  
    Na França, Deus despertou Santa Coleta de Corbie (século XV), que foi nomeada por Bento XIII para reformar toda a Ordem.  
Santa Coleta de Corbiie
    Coleta fundou 17 novos conventos, e reformou muitos outros, aos quais, além da Regra de Santa Clara, deu as suas próprias Constituições específicas - que explicam e esclarecem alguns pontos da Regra.  
    Estas Constituições foram confirmadas por Pio II, dando origem às Clarissas Coletinas.    
    Na Itália, em 1560, a Venerável Madre Maria Lourença Longo fundou um convento de freiras franciscanas, confiado aos frades Capuchinhos, um dos três ramos da Primeira Ordem. 
 
Venerável Madre Maria Lourença Longo
    Os Capuchinhos instruíram as religiosas a seguir a primitiva Regra de Santa Clara, junto com as Constituições Coletinas, que as Capuchinhas adaptaram, formando assim a primeira comunidade de Clarissas Capuchinhas.    
    Uma das características do ramo Capuchinho é ser a "Altíssima Pobreza" extensiva mesmo à nula posse de nada no próprio convento.

FUNDAÇÃO DAS CAPUCHINHAS DA OBSERVÂNCIA TRADICIONAL

    Do Concílio Vaticano II resultaram vastas reformas nas Constituições Capuchinhas, tornando impossível aos religiosos continuarem a viver de acordo com a Regra e os ideais estabelecidos por S. Francisco e Santa Clara.  
    Conseqüentemente, o Rev. Padre Eugène (1904-1990), Capuchinho da Província de Lyon, França, saíu da sua comunidade e, em 1972, fundou uma pequena comunidade de frades em Verjon (Ain, França).
 
Padre Eugène
    Como aumentaram os membros desta nova família religiosa, a Providência situou-os entre as vinhas de Morgon (Ródano), naquele que seria o convento de S. Francisco.    
    Em 1989, respondendo ao interesse manifestado pela vocação das Clarissas, os frades Capuchinhos adquiriram uma modesta propriedade perto do convento, com vista a acomodar as primeiras aspirantes a Clarissas, à qual  deram o nome de Porciúncula
    Em 1990, as cinco primeiras aspirantes apresentaram-se ao Padre Guardião, que, para sua formação inicial, as enviou por dois anos para uma comunidade tradicional de monjas.    
    Passado esse tempo, as postulantes voltaram a Morgon, onde foram alojadas temporàriamente na Porciúncula, juntamente com a Irmã Maria Isabel de Jesus Crucificado (1913-2001), das Clarissas Coletinas da Normandia, que, depois de ter deixado a comunidade devido ao modernismo, encontrou o seu caminho em Morgon, onde era feliz, a fim de se juntar a esta nova fundação.    
    Em Janeiro de 1993, após uma novena ao Rev. Padre Viktricius(1842-1924), Capuchinho da Província da Baviera, falecido em odor de santidade, ficou devoluta e foi adquirida a casa de um vitivinicultor, a apenas dez minutos a pé do convento.
Obras de adaptação da casa do vitivinicultor
    Graças à dedicação dos frades e à generosidade dos benfeitores, a casa transformou-se no Convento de Santa Clara e, em Agosto de 1993, as Clarissas de Morgon deixaram a Poruncula para ali se estabelecerem.  
    A bênção solene do convento e do claustro tiveram lugar em 1995.


VIDA DE UMA CLARISSA CAPUCHINHA
    A lei das Irmãs de Santa Clara é o Evangelho, a sua vida é a oração e a sua alegria é estarem juntas, embora nada disto possa ser alcançado sem o esforço e toda a abnegação que Jesus pede aos seus seguidores.
    A vocação comum, a oração e o ideal constituem a verdadeira simplicidade do coração e o amor que vai além de todas as diferenças de temperamento, cultura, raça e idade, unindo-os em Cristo.
 
    Sempre prontas a ajudarem-se umas às outras, juntam-se diàriamente para um recreio de meia hora, durante o qual trocam fraternalmente ideias e experiências e desfrutam, com simplicidade, e às vezes com riso e música, a graça de estarem juntas.

    As Clarissas observam um estrito 'grande silêncio' durante meia hora em cada tarde e desde as 19H30 até depois da Missa na manhã seguinte.  
    O resto do tempo é protegido por um "silêncio evangélico" que afasta a conversação inútil e impõe falar em voz baixa.    
    Há uma atmosfera de solidão, tendo cada monja uma cela à sua disposição, embora a vida seja comunitária e familiar.  
    A caridade é praticada em liberdade, pois, como diz Santa Clara, à imitação de  S. Francisco: "Se uma mãe ama e alimenta o seu filho segundo a carne, quanto mais cada uma de vós deve amar e alimentar a sua irmã segundo o espírito".     
    Nesta atmosfera a personalidade floresce livremente.  
    A Regra Franciscana, embora tenda a fazer de cada irmã uma santa, ama-as, ainda que todas muito diferentes, como S. Francisco era muito diferente da sua tímida "ovelhinha" Frei Leão. 
     Todas desfrutam de um certo tempo livre para usar como melhor convier pessoalmente, òbviamente sob obediência - o requisito principal da vida religiosa.        
    O desejo das Clarissas é louvar a Deus, agradecer-Lhe e viver como contínua oferenda.    
    Este espírito de louvor e gratidão, tão característico da alma franciscana, tem a sua primeira expressão no recitar de todo o Ofício Divino (oração oficial da Igreja) pelas irmãs do coro, que, vigilantes, se levantam à meia-noite para Matinas.  
    Sobre as cidades adormecidas, a esta hora atacadas mais violentamente  pelos espíritos das trevas, soa a vitoriosa "Vox Ecclesiæ" (Voz da Igreja), e a Igreja, com maternal cuidado, estende a sua imensa protecção sobre os seus filhos.
    As irmãs leigas, que não são obrigadas a recitar o Ofício Divino, dizem o Ofício Seráfico.    
    O centro e o cume do dia da Clarissa é a Eucaristia, celebrada de manhã no convento, por um Padre Capuchinho.  
    Aqui, ao pé da Cruz, em união com Nossa Senhora, as irmãs oferecem-se com a Vítima Divina, recolhendo o Seu Preciosíssimo Sangue para a purificação e santificação de si mesmas e de toda a Humanidade.    
    Alimentadas por este Mistério Celestial, obtêm a força, a luz e o zelo necessários aos quotidianos combates íntimos e para a aquisição do espírito de Cristo.    
    Passam duas horas por dia diante do Santíssimo exposto, onde, no silêncio da alma, as Clarissas adoram e se unem aos desejos e disposições do Coração de Jesus.  
    Acima de tudo, procuram responder à Sua dolorosa chamada, que ecoou no Calvário: "Eu procurei alguém que me consolasse, mas não encontrei ninguém" (Sl. 68), retomando daí o Amor pelo Amor, amando-O por todos aqueles que O amam.
    As orações ditas em comum incluem o Rosário, as Ladainhas e a Via-Sacra.
...o Rosário, as Ladainhas e a Via Sacra.
      Não é imposta nenhuma forma de oração mental, e a leitura espiritual está incluída no horário diário das freiras.    
    Os livros para podem ser escolhidos na biblioteca conventual.
Os livros podem ser escolhidos na biblioteca conventual.
    "Orare et Laborare", "Orar e trabalhar".

"Orare et Laborare"...
    É a vida das freiras, bem como a dos frades. 
    S. Francisco disse no seu Testamento "Trabalhei com as minhas mãos e quero continuar a trabalhar; desejo firmemente que todos os frades tenham ocupações honestas ". 
    O trabalho diligente faz parte da penitência normal das Clarissas, tal como todos os pobres.    
    O trabalho inclui: serviço de sacristia, costura (vestes sacerdotais, roupas da sacristia, linhos, hábitos), sandálias, encadernação de livros, manufactura de artigos religiosos (imagens, rosários, etc.), jardinagem (manutenção, flores, frutas e legumes), cozinhar, lavar roupa, ensaiar cânticos (para Missas cantadas e cerimónias), bem como trabalho de secretariado e manutenção geral do convento.  
...serviço de sacristia...
...costura...
...sandálias...
...encadernação de livros...

...legumes...
...jardinagem...
...lavar roupa...
    As obras mais específicas para as Clarissas de Morgon Incluem a confecção dos escapulários de S. José (a comunidade é dedicada a São José) e da Ordem Terceira Franciscana.  
Escapulário de S. José.
Escapulário da Ordem Terceira Franciscana.
    Além disto, também o 'Grão de Santa Coleta' - uma antiga tradição das Clarissas para obter um nascimento feliz.    
    Durante o trabalho, as irmãs mantêm o olhar voltado para o lar abençoado de Nazaré, procurando seguir a vida de silêncio, de caridade e do trabalho de cada dia.
    Tal como na Casa de Nazaré, desejam que o convento seja um santuário da presença divina, uma lâmpada que arde perpètuamente para Deus, um oásis para Nosso Senhor, onde Ele é honrado e o Pai glorificado.
    O regular "Capítulo das Faltas" (acusação em comunidade das próprias faltas externas, respeitantes à observância da Regra) estimula a humildade das Clarissas.
    Mortificações como o jejum diário, a abstinência perpétua (de carne), colchões de palha, andar descalças (excepto durante o tempo frio) e outras penitências ajudam a freira na renúncia de si mesma ao fazer a oração mais eficaz - oração e penitência são inseparáveis .
...durante o tempo frio...
    Santa Clara implorou às suas filhas: "Nunca te esqueças de que és desposada com um Salvador crucificado ".  
    Portanto, o sacrifício e a penitência são realizados em espírito de reparação, em imitação e em união com o Redentor, Senhor e Esposo.
    Se a Regra Franciscana parece austera, é ao mesmo tempo toda misericordiosa, permitindo uma gradual adaptação à Regra e dispensa em tempos de necessidade.


 VOCAÇÃO PARA CLARISSA CAPUCHINHA

    As aspirantes devem ter um grande desejo de desenvolver uma vida de oração e união com Deus.    
    "A aspirante precisa de um grande coração, grande o suficiente para abraçar as necessidades do mundo inteiro; delicado o suficiente para viver alegre e pacìficamente com todas as suas irmãs; forte o suficiente para seguir a Cristo no caminho da Cruz; e tão aberto à Sua graça que o 'Fiat' da Virgem Maria possa sempre encontrar nele um eco. Então ela saberá que é perdendo a vida que a verdadeira vida é encontrada; que a alegria mais profunda vem da união com o Deus vivo; e que é dada a maternidade espiritual àqueles para quem Cristo é tudo ".    
    A postulante deve ser fìsicamente saudável (sem ter de ser extraordinàriamente robusta), ter um bom equilíbrio psicológico e um bom temperamento.    
    A aspirante aceite a viver no mosteiro vai, após um tempo de "pré-postulantado ", começar o postulantado, por um período mínimo de 6 meses.    
    Receberá então o hábito da Ordem com um véu branco, e começará um noviciado de dois anos (a idade mínima para uma postulante entrar no noviciado é de 18 anos).
Receberá então o hábito da Ordem com um véu branco...
É designada uma mestra de noviças para prestar atenção mais particular a cada uma...
    É designada uma mestra de noviças para prestar atenção mais particular a cada uma, a ensinar e a orientar a sua conduta, a iniciá-las nos costumes monásticos, numa preparação para os votos temporários de pobreza, castidade, obediência e clausura, que emitirão no final do noviciado.
Votos temporários
    Os votos temporários terão a duração de três anos, no fim dos quais serão renovados, por pelo menos seis anos, após o que a religiosa é admitida aos votos solenes.


Votos solenes.
    Pelos votos a religiosa professa diante da Igreja e do Mundo que pertence a Cristo.    
    De agora em diante, todas as suas acções, até os mais obscuros e humildes "serviços", pertencem à Igreja e são levadas a "actos de adoração", produzindo através delas uma força que obtém graça para as almas, enquanto "completam o que falta aos sofrimentos de Cristo " (São Paulo, Col. I, 24).    
    Mesmo a Oração Litúrgica não é mais uma oração pessoal, mas torna-se a Oração da Igreja, recitada com toda a criação em nome da Igreja.    
    Tal é o privilégio do estado religioso sobre todos os outros.    
    São facultadas às freiras Confissão e direcção espiritual, pelos Padres Capuchinhos.    
    Almas generosas, ouvem as palavras de Santa Clara: "O nosso trabalho aqui em baixo dura apenas um tempo, enquanto a recompensa é eterna... Não se deixem levar pelas falsas aparências de um mundo enganoso "(Carta a Ermentrude).    
    As interessadas podem escrever à Madre Superiora.    
    Anexo ao convento há um quarto de hóspedes, onde as aspirantes podem ficar, embora as reservas devam ser feitas com antecedência.
HORÁRIO DA COMUNIDADE

00H00 — Matinas 
04H35 — Alvorada
05H00 — Laudes, Adoração, Prima, Tercia, Santa Missa 
08H00 — Frustulum (pequeno-almoço) - Tempo livre 
08H30 — Leitura espiritual
08H50 — Obediência (trabalho) 
10H55 — Sexta e Noa 
11H35 — Jantar 
12H55 — Recreio 
13H25 — Tempo livre / sesta / Grande silêncio (1/2 h) 
14H00 — Vésperas e Rosário 
14H40 — Obediência (trabalho) 
17H30 — Completas e Adoração 
19H00 — Ceia ligeira 
19H15 — Perdão (orações finais) / Grande silêncio (até às 08H00) / Tempo livre 
20H15 — Apagar das luzes
Para mais informações escreve para:

Monastère Ste Claire 
Morgon 
69910 Villié-Morgon 
France

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