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Braga, Minho, Portugal
Franciscano com paciência beneditina.

sábado, 25 de agosto de 2018

DESCALÇO NA IGREJA


    Paz e Bem!
    Com a devida vénia traduzo e transcrevo, do fórum da Society for Barefoot Living (SBL), a seguinte crónica do nosso companheiro Peter R:

Descalço na igreja

    Quinta-feira, 23 de Agosto de 2018, às 05:30

    Em 2018-08-21, Mark McDonald escreveu:
    “Domingo fui descalço à igreja, algo que só recentemente comecei a fazer em casa, em West Fargo.”
    Comecei a ir descalço à igreja há vários anos.
    De facto, há cerca de 8 anos atrás, quando observava igrejas, chequei à Igreja da    Comunidade Metropolitana e à da Comunhão Unitária Universalista.
    Ambas eram amigáveis para quem andava descalço, e então, por essa razão, já não fui capaz de escolher outra igreja.
    O mais engraçado é que escolhi um ministro da Comunhão Unitária Universalista para presidir ao meu casamento, que, em solidariedade, celebrou a cerimónia descalço!
    Là (nessa igreja), nunca usei calçado, cantei no coro e até prestei serviços de leigo sempre descalço!
    Não tenho voltado là, mas não por razões relacionadas com descalcismo, embora de vez em quando eu pense em regressar. Veremos.
    Mas o mais curioso foi termos escolhido o ministro da Comunhão Unitária Universalista como oficiante do nosso casamento e ele, em solidariedade connosco, celebrar descalço a cerimónia!
    Presentemente, ele agora está a concorrer a Presidente da Câmara de Key West, e nós temos um cartaz de propaganda dele no nosso jardim da frente, como acontece noutros locais…!
    De vez em quando, quando o coro da Igreja Metodista é reduzido, eu colaboro com eles.
    O director do coro é o meu melhor amigo - e tenho sido solista algumas vezes, quando estão em dificuldades.
    Ainda não me descalcei durante durante este serviço, talvez porque me sinta ainda um pouco conservador.
    Todas as vezes que eles "insinuam" que gostariam de me ver no coro com mais frequência, eu "insinuo" que o faria se o fizesse descalço, mas na verdade não assumo um compromisso mais firme porque, na realidade, não sou metodista.
    No entanto, là eu ensaio descalço sempre que estou no coro ou em algum outro encontro vocal que se reúne lá (a Igreja Episcopal, que se pode ver no filme dos anos 50 "The Rose Tattoo", também é usada como um espaço de ensaio de concerto de ensaio, o que se passa comigo).

    Nota do tradutor: Meus irmãos católicos apostólicos romanos, podem «limpar-se a este guardanapo»...

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

NA TROFA

    Ontem, dia 19 de Agosto de 2018, desloquei-me à Trofa com o propósito de gravar o documentário videográfico referente à festa de Nossa Senhora das Dores.
    Foi a primeira experiência de andar descalço nesta cidade nova sem ser integrado na procissão.

Há anos atrás o comboio passava aqui. O leito da via férrea foi substituído por uma espaçosa alameda
lageada que, contudo, principalmente num dia de calor tórrido como este, se torna árida e agressiva para pés descalços.
    Utilizei o comboio como transporte, o meu meio de transporte colectivo preferido, deixando a repousar na garagem o meu fiel «Flecha Alada» e usando privilégio de, sendo «sénior», pagar apenas meio bilhete.
    Logo que saí da nova estação, para o lado na nova igreja matriz, senti imediatamente o sobreaquecimento do solo, junto com a aspereza dos passeios recém-pavimentados com cubinhos de granito.


Nova estação ferroviária da Trofa.

    No adro da nova igreja havia pontos quase impossíveis de percorrer, fui saltando de sombra em sombra e atravessando canteiros relvados, alguns já secos.

 
Nova igreja matriz da Trofa.
   

    Uma nota positiva no meio de todo este «deserto» de granito, cimento e asfalto, é a existência de bebedouros na nova alameda que ocupa o antigo leito da via férrea, a qual tem plantadas nas suas laterais árvores novas mas que ainda não dão sombra.
    Um conjunto de repuxos, em linha, talvez com uns 20 metros, dá mais uma nota de frescura, e a garotada, em calções de banho, sabe tirar partido desta regalia municipal.
    Entrei na antiga igreja matriz, em cujo adro se alinhavam os descomunais andores com mais de 10 metros de altura!

Andores no adro da antiga igreja matriz.

Andor com a imagem de Nossa Senhora das Dores.
Imagem de Nossa Senhora das Dores.
Andor com a imagem de Nossa Senhora do Rosário.

    Fiquei por largos minutos na igreja, para oração e meditação, ao abrigo do sol inclemente.
    Sentado sob o púlpito, um idoso dormitava, com os pés descalços assentes num genuflexório.
    Fiz então um documentário fotográfico deste templo:




Interior da igreja.

Capela-mor.

Retábulo do altar-mor.

Imagem de S. Martinho de Tours, orago desta paróquia, cujo nome canónico
é S. Martinho de Bougado.

Imagem de S. Tomás de Aquino.

Retábulo de Nossa Senhora ao pé da Cruz.

Retábulo da Imaculada Conceição.

Imagem de Nossa Senhora do Rosário.

Púlpito.

Retábulo do Sagrado Coração de Jesus.

Retábulo de Nossa Senhora das Graças.

Retábulo de Nossa Senhora de Fátima.

Retábulo de S. José.

Retábulo de Nossa Senhora da Piedade.

Imaculada Conceição - Pintura a óleo sobre tela.


    Escolhi um ponto estratégico para colher as imagens da procissão, ainda que tivesse de esperar mais de uma longa hora.
    Para além da espera pela saída, a procissão teve demorados compassos de espera, dada a complexidade da deslocação dos andores.
    Mas as imagens documentarão melhor o que foi este préstito, onde se incorporaram algumas devotas descalças:

Registo videográfico da procissão.

    Não me incorporei nesta procissão porque já tinha os pés demasiado massacrados e a pedir pedilúvio.
    Como tal, regressei à estação, a fim de voltar para Braga, não sem antes ter feito a minha habitual mensagem descalcista:

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

NAS RAÍZES


    Pelo lado materno tenho raízes em Fornos ─ Santa Maria da Feira.
    Minha avó materna, Maria, e seus irmãos Joaquina, Rita, Francisco, António e Manuel, nasceram nesta freguesia, da qual eu sempre ouvi falar desde pequenino.
    Não conheci a Tia Joaquina nem estes dois últimos tios, nem possuo registos fotográficos deles.

Nesta casa, situada na actual Travessa dos Moinhos, nasceram 
minha avó e seus irmãos.


Avó Maria.



Tia Rita.


Tio Francisco.



    Quando conheci esta casa já ela não pertencia à família: meu bisavô falecera há já muitos anos e minha bisavó veio a falecer em Espinho quando eu era ainda um menino de colo.

    Foi para ir a Fornos que fiz uma das minhas primeiras viagens de comboio, a primeira na Linha do Vouga.
    Fui com a tia Rita à festa de Nossa Senhora da Saúde. Eu deveria ter uns seis anos. Portanto... Já là vão sessenta anos!
    Aí por 1959 foi aqui que tomei o primeiro contacto com a vida rural, não nesta casa, mas na «Vila Adelaide», na actual Rua do Ribeiro, ainda propriedade  do Tio Francisco, brasileiro de torna-viagem.

Na «Vila Adelaide», com meu pai, meus avós e a Tia Rita.
     

Com minha mãe e meus avós.

Vila Adelaide.

    Neste dia 15 de Agosto de 2018 voltei mais uma vez a Fornos.
    Durante uns anos fui devoto assíduo presente na festa de Nossa Senhora da Saúde.
    Algumas vezes colaborei com o saudoso Sr. Pe. José Alves de Pinho e cheguei a pertencer à Irmandade.
    Depois rarearam as minhas idas a Fornos. Já là não ia há cinco anos.
    Assim, com um tiro matei dois coelhos: fiz a minha caminhada descalça e participei nas festas.
    O ponto de partida para esta caminhada foi junto à capela de Santo António da lage, onde, muito à vontade, estacionei o meu «Flecha Alada».

Capela de Santo António da Lage.

    Dirigi-me para a Travessa dos Moinhos, local onde gravei um vídeo:


    A caminho da igreja fiz um pequeno pedilúvio na Fonte da Lage.

Fonte da Lage.



A caminho da igreja.

Igreja paroquial de Fornos.

    Cheguei à igreja com bastante antecedência para a hora da Eucaristia solenizada, o que me permitiu recitar o Ofício de Leitura, as Laudes e a Tercia. Pelo caminho já havia rezado o Terço.
    Almocei na «tasquinha» da paróquia: febras de pernil grelhadas regadas com... água! Apesar de me considerar um enófilo razoável julguei melhor não meter álcool neste assunto.
    Tive como companheiros de mesa dois casais simpáticos, a quem facultei o «link» para este «blog», mostrando-se eles interessados no mesmo.
    Comentários acerca do meu descalcismo?
    Só o notaram quando me levantei para pagar o almoço!
    Posso dizer que não houve comentários.
    Depois do almoço voltei para a igreja, e aí estive a descansar, a meditar e a orar.

Na igreja paroquial, junto ao andor com a imagem de
Nossa Senhora da Saúde.

    Depois saí para um parque situado mesmo ao lado do adro da igreja, local muito aprazível, bom para os descalcistas experimentarem diversas texturas de solo.

No adro.

    


Descalço no parque...

    Chegou a hora da procissão, na qual me incorporei, junto com os devotos e voventes, alguns descalços como eu.
    Antes da saída fotografei, dentro da igreja, os respectivos andores com as imagens.

Andor com a imagem de Nossa Senhora da Saúde.

Andor com a imagem do Divino Salvador (aqui designado por São Salvador).

Andor com a imagem de Santo António.

Andor com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Andor com a imagem do Sagrado Coração de Jesus.
    
Andor com a imagem de Nossa Senhora do Carmo.

Andor com a imagem de Santa Catarina.

Andor com a imagem do Menino Jesus.

Bandeiras.




Início da procissão.


Devotas descalças.

Descida da Rua do Orreiro.

Recolha do andor com a imagem de Nossa Senhora
da Saúde.

    Hora de regressar.
    Termino a jornada descalcista onde a iniciei: junto à capela de Santo António da Lage:

Despedida de Fornos.