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Franciscano com paciência beneditina.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

NA TROFA

    Ontem, dia 19 de Agosto de 2018, desloquei-me à Trofa com o propósito de gravar o documentário videográfico referente à festa de Nossa Senhora das Dores.
    Foi a primeira experiência de andar descalço nesta cidade nova sem ser integrado na procissão.

Há anos atrás o comboio passava aqui. O leito da via férrea foi substituído por uma espaçosa alameda
lageada que, contudo, principalmente num dia de calor tórrido como este, se torna árida e agressiva para pés descalços.
    Utilizei o comboio como transporte, o meu meio de transporte colectivo preferido, deixando a repousar na garagem o meu fiel «Flecha Alada» e usando privilégio de, sendo «sénior», pagar apenas meio bilhete.
    Logo que saí da nova estação, para o lado na nova igreja matriz, senti imediatamente o sobreaquecimento do solo, junto com a aspereza dos passeios recém-pavimentados com cubinhos de granito.


Nova estação ferroviária da Trofa.

    No adro da nova igreja havia pontos quase impossíveis de percorrer, fui saltando de sombra em sombra e atravessando canteiros relvados, alguns já secos.

 
Nova igreja matriz da Trofa.
   

    Uma nota positiva no meio de todo este «deserto» de granito, cimento e asfalto, é a existência de bebedouros na nova alameda que ocupa o antigo leito da via férrea, a qual tem plantadas nas suas laterais árvores novas mas que ainda não dão sombra.
    Um conjunto de repuxos, em linha, talvez com uns 20 metros, dá mais uma nota de frescura, e a garotada, em calções de banho, sabe tirar partido desta regalia municipal.
    Entrei na antiga igreja matriz, em cujo adro se alinhavam os descomunais andores com mais de 10 metros de altura!

Andores no adro da antiga igreja matriz.

Andor com a imagem de Nossa Senhora das Dores.
Imagem de Nossa Senhora das Dores.
Andor com a imagem de Nossa Senhora do Rosário.

    Fiquei por largos minutos na igreja, para oração e meditação, ao abrigo do sol inclemente.
    Sentado sob o púlpito, um idoso dormitava, com os pés descalços assentes num genuflexório.
    Fiz então um documentário fotográfico deste templo:




Interior da igreja.

Capela-mor.

Retábulo do altar-mor.

Imagem de S. Martinho de Tours, orago desta paróquia, cujo nome canónico
é S. Martinho de Bougado.

Imagem de S. Tomás de Aquino.

Retábulo de Nossa Senhora ao pé da Cruz.

Retábulo da Imaculada Conceição.

Imagem de Nossa Senhora do Rosário.

Púlpito.

Retábulo do Sagrado Coração de Jesus.

Retábulo de Nossa Senhora das Graças.

Retábulo de Nossa Senhora de Fátima.

Retábulo de S. José.

Retábulo de Nossa Senhora da Piedade.

Imaculada Conceição - Pintura a óleo sobre tela.


    Escolhi um ponto estratégico para colher as imagens da procissão, ainda que tivesse de esperar mais de uma longa hora.
    Para além da espera pela saída, a procissão teve demorados compassos de espera, dada a complexidade da deslocação dos andores.
    Mas as imagens documentarão melhor o que foi este préstito, onde se incorporaram algumas devotas descalças:

Registo videográfico da procissão.

    Não me incorporei nesta procissão porque já tinha os pés demasiado massacrados e a pedir pedilúvio.
    Como tal, regressei à estação, a fim de voltar para Braga, não sem antes ter feito a minha habitual mensagem descalcista:

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