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Braga, Minho, Portugal
Franciscano com paciência beneditina.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

NAS RAÍZES


    Pelo lado materno tenho raízes em Fornos ─ Santa Maria da Feira.
    Minha avó materna, Maria, e seus irmãos Joaquina, Rita, Francisco, António e Manuel, nasceram nesta freguesia, da qual eu sempre ouvi falar desde pequenino.
    Não conheci a Tia Joaquina nem estes dois últimos tios, nem possuo registos fotográficos deles.

Nesta casa, situada na actual Travessa dos Moinhos, nasceram 
minha avó e seus irmãos.


Avó Maria.



Tia Rita.


Tio Francisco.



    Quando conheci esta casa já ela não pertencia à família: meu bisavô falecera há já muitos anos e minha bisavó veio a falecer em Espinho quando eu era ainda um menino de colo.

    Foi para ir a Fornos que fiz uma das minhas primeiras viagens de comboio, a primeira na Linha do Vouga.
    Fui com a tia Rita à festa de Nossa Senhora da Saúde. Eu deveria ter uns seis anos. Portanto... Já là vão sessenta anos!
    Aí por 1959 foi aqui que tomei o primeiro contacto com a vida rural, não nesta casa, mas na «Vila Adelaide», na actual Rua do Ribeiro, ainda propriedade  do Tio Francisco, brasileiro de torna-viagem.

Na «Vila Adelaide», com meu pai, meus avós e a Tia Rita.
     

Com minha mãe e meus avós.

Vila Adelaide.

    Neste dia 15 de Agosto de 2018 voltei mais uma vez a Fornos.
    Durante uns anos fui devoto assíduo presente na festa de Nossa Senhora da Saúde.
    Algumas vezes colaborei com o saudoso Sr. Pe. José Alves de Pinho e cheguei a pertencer à Irmandade.
    Depois rarearam as minhas idas a Fornos. Já là não ia há cinco anos.
    Assim, com um tiro matei dois coelhos: fiz a minha caminhada descalça e participei nas festas.
    O ponto de partida para esta caminhada foi junto à capela de Santo António da lage, onde, muito à vontade, estacionei o meu «Flecha Alada».

Capela de Santo António da Lage.

    Dirigi-me para a Travessa dos Moinhos, local onde gravei um vídeo:


    A caminho da igreja fiz um pequeno pedilúvio na Fonte da Lage.

Fonte da Lage.



A caminho da igreja.

Igreja paroquial de Fornos.

    Cheguei à igreja com bastante antecedência para a hora da Eucaristia solenizada, o que me permitiu recitar o Ofício de Leitura, as Laudes e a Tercia. Pelo caminho já havia rezado o Terço.
    Almocei na «tasquinha» da paróquia: febras de pernil grelhadas regadas com... água! Apesar de me considerar um enófilo razoável julguei melhor não meter álcool neste assunto.
    Tive como companheiros de mesa dois casais simpáticos, a quem facultei o «link» para este «blog», mostrando-se eles interessados no mesmo.
    Comentários acerca do meu descalcismo?
    Só o notaram quando me levantei para pagar o almoço!
    Posso dizer que não houve comentários.
    Depois do almoço voltei para a igreja, e aí estive a descansar, a meditar e a orar.

Na igreja paroquial, junto ao andor com a imagem de
Nossa Senhora da Saúde.

    Depois saí para um parque situado mesmo ao lado do adro da igreja, local muito aprazível, bom para os descalcistas experimentarem diversas texturas de solo.

No adro.

    


Descalço no parque...

    Chegou a hora da procissão, na qual me incorporei, junto com os devotos e voventes, alguns descalços como eu.
    Antes da saída fotografei, dentro da igreja, os respectivos andores com as imagens.

Andor com a imagem de Nossa Senhora da Saúde.

Andor com a imagem do Divino Salvador (aqui designado por São Salvador).

Andor com a imagem de Santo António.

Andor com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Andor com a imagem do Sagrado Coração de Jesus.
    
Andor com a imagem de Nossa Senhora do Carmo.

Andor com a imagem de Santa Catarina.

Andor com a imagem do Menino Jesus.

Bandeiras.




Início da procissão.


Devotas descalças.

Descida da Rua do Orreiro.

Recolha do andor com a imagem de Nossa Senhora
da Saúde.

    Hora de regressar.
    Termino a jornada descalcista onde a iniciei: junto à capela de Santo António da Lage:

Despedida de Fornos.