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Braga, Minho, Portugal
Franciscano com paciência beneditina.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Há 51 ANOS: AMÁLIA TRISTE ─ UMA EVOCAÇÃO


    Setembro de 1968 estava a desfolhar-se e há dois meses que estavam goradas as minhas expectativas de, após um 5º ano do Liceu que foi um Cabo das Tormentas, dobrado «pelas pontas», desistir das Ciências da Saúde e passar à Teologia.
    Dois meses dedicados quase exclusivamente à pesca, sem mìnimamente me preocupar com a minha vida académica.
    Em Teologia iria responder pelos meus actos.
    Como fui impedido disso, a responsabilidade do que se viria a passar a nível escolar não seria minha.
    Como o mercado do trabalho também me estava vedado, que havia eu de fazer, pois, senão dedicar-me à pesca?
    Foi pois neste contexto que, certo dia, ouvi na rádio ser publicitado um disco (de vinyl, é claro) do saudoso João Maria Tudella.
    Lamentei o facto de ainda não ter gira-discos (que tempos difíceis aqueles!), e não iria comprar discos para depois estarem à espera, sabe-se là quanto tempo, até poderem ser ouvidos.
    E naquele rés-do-chão inacabado, de paredes de granito aparente e chão de cimento grosseiro, a verem-se os tijolos da laje do tecto e com reposteiros a fazer de paredes, ficaram-me na memória as canções Amália Triste, Rede Vazia (este tocava-me de sobremaneira, por ser pescador), O Sineiro (muitas vezes fui com o Sr. Álvaro sacristão, à torre da Matriz de Espinho, dobrar a defuntos), Là Vai Maria e Velho Tonto.
    Nesse ano lectivo de 1968-1969, a fim de me afastar de «nefastas» influências teológicas (no ano lectivo anterior frequentara o Colégio Externato de Gaia, que coexistia com um seminário menor na Quinta de Trancoso), tomei a decisão de mudar para o Liceu Nacional de Alexandre Herculano, a fim de começar a frequentar o 2º ciclo, o 6º ano da época, portanto.
    E fui de capa e batina, para melhor me mentalizar que estava destinado à Ciência e à Universidade, e não à sotaina de seminarista:


    E là comecei a minha nova vida, uma farsa necessária para ir preenchendo o tempo até ao serviço militar, pois não há bem que sempre dure nem mal que não acabe.
    Com novos colegas, na minha cidade natal, tentei apagar da memória os belos projectos que, muitas vezes durante as aulas em Vila Nova de Gaia, me levavam a uma qualquer aldeiazinha desconhecida, onde me via já pároco, e tudo isso me causava nostalgia de um tempo e de um lugar onde, afinal, nunca tinha vivido.
    E recordava as férias agora terminadas, a pesca, a Rede Vazia e aquelas canções do Tudella.
    O tempo também cura certas feridas da alma.
    Quando, dois anos depois, tive o meu primeiro gira-discos, em vão procurei o disco da Amália Triste.
    Encontrei-o sob a forma de CD, na passada sexta-feira 8 de Setembro de 2019, numa livraria desta augusta cidade de Braga.
    Pu-lo no leitor.
    E senti-me há cinquenta e um anos atrás, agora de barba ao vento, como o Velho Tonto!
    Termino com a canção interpretada pelo saudoso cantor no Festival RTP da Canção Portuguesa desse mesmo ano de 1968, que recorda precisamente este mês de Setembro, em que se encerram as grandes festas do ano e as andorinhas partem para terras mais quentes: Ao Vento e às Andorinhas!

sábado, 31 de agosto de 2019

2019-08-25 ─ PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES ─ LAJES DO PICO ─ AÇORES



TOCANDO EM BARCELOS


Percurso descalcista de 29 de Agosto de 2019.
Conforme o assinalado, a parte percorrida na paróquia de S. João de Bastuço não figura nesta quadrícula da Carta Corográfica de Portugal.

    Por razões várias vi-me forçado a interromper, durante cinco meses, as minhas descalças caminhadas.

    Elegi para este dia 29 de Agosto de 2019 conhecer mais em pormenor a paróquia de S, Julião de Passos e daí seguir para os Bastuços, Santo Estêvão e S. João, já no arciprestado de Barcelos, não figurando esta última paróquia (S. João de Bastuço) na quadrícula da Carta Corográfica de Portugal referente a Braga.
    Para não me aventurar totalmente no desconhecido pus a informática a render e vali-me do Google-Earth, a fim de colher pontos de referência que não figuram na carta, uma vez que esta edição data de 1989.
    Tomando o «24» dos «TUB» saí em Sequeira, abandonando logo que possível a Avenida de Sequeira, ou Recta da mesma, ou Estirão.
    Enfim, o que lhe queiram chamar...
    Desci a Rua da Breia, até ao cruzamento da Rua de Trás-o-Rio, onde encontrei esta estranha carripana cuja utilidade agrícola não consegui descobrir:



    Continuei pela Rua de Trás-o-Rio, de casas rústicas bem recuperadas:




    Àquela hora da manhã (cerca das 10 horas) o tempo ainda estava ameno e o pavimento fresco, bom para se andar descalço.


    Passei depois pela Rua da Lardoeira (é assim mesmo o nome: «Lardoeira» e não «Ladroeira»...), pelo Caminho Municipal 1318 e pela Rua do Passal, esta já em S. Julião de Passos.


    S. Julião fica situada a 7 kms. da cidade de Braga.
    Pertenceu ao concelho de Barcelos, tendo apenas ficado a pertencer ao de Braga em Outubro de 1853.
    Foi também designada por «Sequeira», embora nada tenha a ver com a paróquia actualmente assim designada, com a qual confina, e que tem como Orago Santa Maria.
    O primeiro documento escrito relativo a S. Julião de Passos data de 1018 (Arquivo Distrital de Braga ─ Liber Fidei ─ documentos 68, 73 e 745).
    Em 1290 aparece pela primeira vez como «Parrochia Sancti Johanni (sic) de Paacos».
    Todos os documentos escritos até meados do século XVI a referem  dentro do território de Penafiel de Bastuço e não autorizam a grafia Passos com que modernamente aparece nos Recenseamentos.
    No século XVIII figurava como uma abadia da apresentação da Mitra a que andava anexada a paróquia de Serra (S. Tomé)
    Símbolos heráldicos:
    Em campo de ouro, torre de vermelho, iluminada, aberta e lavrada de prata. 
    Em campanha, dois ramos de pinheiros, frutados, tudo de verde, com os pés passados em aspa. 
    Coroa mural de prata de três torres. 
    Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas : “ PASSOS – S. JULIÃO “.



    Parei junto à igreja paroquial de S. Julião, a fim de descansar um pouco e recitar o Ofício de Leitura, as Laudes e a Sexta.
Igreja paroquial de S. Julião de Passos ─ Braga.
    O orago será talvez S. Julião de Anazarbo, também conhecido como Julião da Cilícia ou Julião de Tarso, mártir do século IV e canonizado pela Igreja Católica.
    Era filho de um senador e aos 18 anos, durante as perseguições de Diocleciano, foi preso por ser cristão.
    Conta-se que resistiu aos tormentos e depois aos métodos suaves com que tentaram pervertê-lo.
    Durante um ano foi conduzido por vilas e aldeias da região da Cilícia, a fim de ser escarnecido.
    Nada o demoveu da sua fidelidade a Jesus Cristo.
    Resolveram então lançá-lo ao mar dentro de um saco de areia, junto com serpentes e escorpiões.
    O corpo deu à costa em Alexandria, sendo posteriormente sepultado em Antioquia. 
    
S. Julião de Anazarbo.

No adro da igreja.
    Retemperados o corpo e o espírito tomei a Estrada Municipal 561 em direcção a Santo Estêvão de Bastuço, local onde iria «almoçar», ou melhor dizendo, tomar a «ração de combate», mais pròpriamente.
    Estas são algumas imagens que colhi pelo caminho: 




Numas escadas em ruínas.
Como gosto de sentir nos pés as velhas pedras!
Num cruzeiro à beira da estrada.


    Cheguei, por fim, à paróquia de Santo Estêvão de Bastuço e, por consequência, ao  concelho / arciprestado de Barcelos:


    Ao entrar em terras de Barcelos notei melhorias no caminho: a estrada até aí era de «paralelo» e sem passeio; daqui para a frente era asfaltada e tinha passeio na maior parte do percurso.


    Antigamente, Santo Estêvão era designada por S. Félix ou Sanfins.
    Fica situada no extremo Este do arciprestado, a cerca de 15 kms. da cidade de Barcelos, junto do monte Bastúcio (actual serra de Airó), donde proveio o nome.
    Referem-se-lhe documentos escritos a partir de 1018, já no território de Braga (1024 a 1100), já no de Penafiel de Bastuço (Inquirições de 1220 e 1228): paróquia de Santo Estêvão de Félix ou São Fins, como «honra» do Mosteiro de Tibães, no julgado de Penafiel; 1528: S. Fins, anexa ao Mosteiro de Vimieiro; em 1551 era anexa in perpetuum a S. Paio de Bastuço; esta última, porém, de anexante passou a simples lugar da anexada e o orago mudou para Santo Estêvão.
    A paróquia de Santo Estêvão de Bastuço, segundo Américo Costa, era uma vigararia da apresentação da Colegiada de Valença e, posteriormente, reitoria. 
    Há conhecimento de que Bastuço, Santo Estêvão foi uma Vigararia da apresentação do Colégio de Santo Agostinho de Lisboa (Graça), mas a identificação dos povos que aí se fixaram e as origens mais remotas desta terra são difíceis de determinar, pelo facto de existirem muitas perspectivas diferentes. 
    Por exemplo, na fronteira com Freguesia de Encourados, no local conhecido por Castro, foram encontrados vestígios de construções antiquíssimas a que o povo chamou de “casas dos Mouros”. 
    Em contrapartida, T. da Fonseca dizia que «os pobres árabes, se aqui estiveram, foi só de passagem». 
    Assim, de acordo com a opinião deste autor, o mais provável será ter existido nesta Freguesia algum castro romano para vigiar e assegurar as comunicações pelo rio com a cidade de Bracara Augusta (Braga), o qual terá dado origem à vila ou cidade de “Pena Fiel de Bastião”. 
    Esta incluiria, nos limites de Bastuço Santo Estêvão e de Airó S. Jorge, o Castelo de Penafiel, sede do julgado com o mesmo nome.
    A raiz etimológica do topónimo desta Freguesia, ao que tudo indica, remonta à época pré-romana e, segundo várias interpretações de historiadores, pode provir de “bástulo” ou “bastinano”, nome de povos antigos que habitaram esta região, ou da palavra “Basto”, devido às muitas árvores de mato ou urzes que ali havia. 
    Ainda segundo a opinião de Pinho Leal, “Bastuço” no português antigo, significa “bastinho”.
    Símbolos heráldicos:
    Em campo verde, cesto de prata realçado de negro e dois arbustos de negro, realçados de ouro, tudo alinhado em roquete.
    Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "BASTUÇO - SANTO ESTEVÃO".
    Considerando-me seguro nos passeios, sem risco, pude gravar mais um vídeo:


    Conforme pode ser visto neste vídeo, ao virarmos a esquina em direcção à igreja deparamos com o oratório de Nossa Senhora do Lugão.
    Fiz pesquisas sobre esta invocação da Virgem mas nada encontrei.
    Finalmente a igreja paroquial, em cuja galilé, à sombra, estendi a toalha no chão e comi uma sanduíche de cavalas em tomate e uma banana, que me chegaram perfeitamente para alimentar o corpo até à hora de jantar.


Dois aspectos da igreja paroquial de Santo Estêvão de Bastuço.
No adro, ao fim do almoço.
    Voltei à Municipal 561 a fim de me dirigir a S. João de Bastuço.
    Penso que seria um desperdício não ir a S. João apenas porque não figura na quadrícula corográfica de Braga.
    Tanto mais que neste dia 29 de Agosto se comemora a memória litúrgica do martírio de S. João Baptista, orago da paróquia.
    Se houve figura 100 % descalcista na História Sagrada foi ele.
    João foi a imagem viva da austeridade, no local onde vivia, o que comia (mel silvestre, gafanhotos e sabe-se là que mais), o que vestia (uma pele de camelo) e poderia jurar que os seus benditos pés, tanto tempo mergulhados nas águas do Jordão, nunca conheceram calçado.
    Quase poderia assegurar que o seu ascetismo o levaria a uma longa vida, não fosse a fraqueza de Herodes, o ódio de Herodíade e a ignorância e insensatez de Salomé.




    As Inquirições de 1258 referem-se a S. João de Bastuço como colação, no território de Faria; as de 1290 dão-na já como paróquia, no mesmo território.
    Em 1320, 1371, 1400 e 1528 referem-na como fazendo parte do território de Penafiel de Bastuço.
    Pinho Leal diz que foi «honra» de Sá, sujeita ao comendador de Chavão, e que houve aqui uma capela dedicada a S. Silvestre, fundada por um eremita de nome Joane, que alguns historiadores dão como descendente dos condes de Urgel e que Arnaldo Gama diz ser D. João de Ponce Cabrera, muito querido de D. Afonso, primeiro Duque de Bragança, e da rainha D. Filipa de Lencastre.
    Passa nesta localidade o Ribeiro de Real, afluente do Rio Côvo, que desagua no Cávado.
    A igreja de S. João de Bastuço obedece a um estilo arquitectónico muito semelhante à de Santo Estêvão, embora esteja como que «entalada» entre o Caminho Municipal 1084-1, com o cemitério mesmo em frente, a EM561, um prédio urbano e outro rústico.
    Símbolos heráldicos da paróquia:
    Escudo de vermelho, Agnus Dei de prata, nimbado de ouro, sustendo vara crucífera do mesmo, com lábaro de prata carregado de cruz firmada de vermelho.
    Nos cantões do chefe, dois cachos de uvas de ouro, folhados de prata. 
    Coroa mural de prata de três torres. 
    Listel branco, com a legenda a negro: “ BASTUÇO – S. JOÃO “.

Igreja paroquial de S. João de Bastuço.



Painel de azulejos representando S. João Baptista, no adro da igreja paroquial de S. João de Bastuço.

    Estava completa a minha «incursão» em terras de Bastuço, e agora ia descer para Cunha, novamente no arciprestado de Braga.
    A partir da igreja de S. João tomei o Caminho Municipal 1084-1, e não demorei muito até encontrar o Caminho da Vinha.
    Este caminho é uma calçada antiga, com alguma gravilha entre as pedras gastas.
    Já tinha os pés doridos, desabituados de caminhadas assim longas.
    Também não demorei a encontrar uma placa de madeira a dizer «Cunha». 



    Cunha está situada a cerca de 11 kms. da cidade de Braga, na parte Sudoeste do concelho, no limite com o vizinho arciprestado de Barcelos, num fértil vale que permite a prática de uma agricultura rentável.
    Tem como confinantes, no concelho de Braga, as paróquias de Tadim, Ruilhe e Arentim.
    Era um primitivo povoamento, muito remoto, confirmado não só pela vizinhança do nome castrejo de Bastuço, cuja «civitas» foi origem da circunscrição de Penafiel de Bastuço, mas também por uma toponimia muito notável: 
    ─ Cunha, que se crê porvir do arcaico «Coina» ou «colina», indubitável étimo. 
    ─ Frijão (genitivo pessoal de origem germânica) ─ Froila, isto é, «villa» Frogilani, século XII.
    ─ Gondomar («villa» Gundemari, id.).
    ─ Os arcaicos senhoriais Quintães (de quintãa» e Paço (de «paaço».
    O povoado do Pego representa o povoamento inicial da localidade.
    Trata-se de uma mancha de ocupação cujos materiais são de difícil datação.
    Ainda assim é possível encontrar características da Idade do Bronze e da Idade do Ferro, num reduto defensivo que se prolongou até à Idade Média Cristã.
    A Fossa de Frijão, no lugar do Espinheiral, terá sido utilizada como tal (fossa detrítica) durante a Idade do Ferro e o período romano, sem que tenham surgido, no entanto, quaisquer vestígios de ocupação. 
    Nesse mesmo local, a meia-encosta, foram encontrados vários fragmentos de moinhos manuais (moventes e dormentes), provenientes de um antigo povoado da Idade do Ferro.
    Esse povoado encontra-se numa vertente do monte voltado aos férteis vales dos ribeiros tributários do Rio Este.
    
    Em 1228 D. Afonso Henriques doou à Sé arquiepiscopal o «Argentinum monasterium et Comam (Coinam)».
    Referem-se-lhe as Inquirições de 1258: «in Collatione Sancti Michaelis de Cunya».
    Recebeu foral de D. Afonso III, a 5 de Abril de 1263 (Torre do Tombo, Livro de Doações do Sr. Rei D. Affonso III, fl. 66 v. in fine).
    A antiga freguesia era primitivamente, segundo o Pe. António Carvalho da Costa (Pe. Carvalho), abadia dos Cunhas, a quem foi tirada por El-rei D. Dinis em 8 de Setembro de 1285, passando ao Padroado Real.
    Este arresto foi imposto como castigo a Lourenço Gomes da Cunha por este haver causado certos agravos e prejuízos às freiras de Santa Ana de Coimbra, tal como descreve a Coreografia Portuguesa e a descrição topográfica da autoria do referido Pe. Carvalho.
    Cunha e Ruílhe são duas freguesias irmanadas na História, uma vez que foram doadas à Câmara de Guimarães pelo Duque de Barcelos D. Jaime, para lhe varrerem as ruas nove vezes por ano, como expiação pelo castigo imposto aos de Barcelos , que se portaram cobardemente durante a conquista de Ceuta.
    Esta decisão foi tomada quando a localidade tinha sessenta vizinhos.
    Conservam-se ainda restos do antiquíssimo solar dos primitivos donatários.

 


    Conheço uma boa parte de Cunha, e tenho là bons amigos, sendo-me permitido citar aqui o casal Maria «dos Santos» e João, e ainda a D. Fátima Marques.
    Claro que este dia de caminhada não se destinava a actos sociais, tanto mais que a fadiga que eu já exteriorizava iria obrigar os meus amigos a franquear-me a casa, fazer-me comer e beber mesmo que não me apetecesse, quem sabe se me levar a casa, etc., etc.
    Entrei novamente no CM1084-1, na paróquia designado como Rua da Feira Nova.
    Sentei-me a descansar na paragem de autocarro do cruzamento com a Rua do Portelo, e aproveitei para rezar a Noa.
    Daqui iria para a capela de Nossa Senhora do Carmo, pelas ruas do Portelo e de Beirão, tendo de parar, a meio de uma subida, junto a uma «Cruz do Milénio», onde fotografei os verdejantes campos:




Junto à «Cruz do Milénio».

    Cheguei por fim ao Cruzeiro, no Largo do Foral, e daí rumei à capela de Nossa Senhora do Carmo, onde iria parar para, mais uma vez, descansar, rezar as Vésperas e o Rosário e fazer horas para o autocarro.

Capela de Nossa Senhora do Carmo.
Altar e retábulo com a imagem de Nossa Senhora do Carmo.
Imagem de Nossa Senhora do Carmo.

Imagem de Santo António de Lisboa.

Imagem de S. José.
Imagem de S. Bento.


No alpendre da capela.

    Algumas vezes, não posso precisar quantas, acompanhei descalço a procissão da festa de Nossa Senhora do Carmo (2º Domingo de Agosto), mesmo antes de 2006, ano em que entrei oficialmente para o «grémio» mundial dos descalcistas.
    Como acompanhei muitos outros actos religiosos, antes dessa data.
    Terminada a minha descalça jornada retomei o caminho para o Largo do Foral, onde pára o autocarro, não sem antes ter ido à igreja paroquial:

Igreja paroquial de Cunha.
Altar-mor e retábulo.
Interior da igreja, visto do coro alto.
Adoração ao Santíssimo Sacramento (pintura do tecto).
Arcanjo S. Miguel, orago da paróquia (pintura do tecto).


No cruzeiro de Cunha: fim da jornada.