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Franciscano com paciência beneditina.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

POR AMOR À FILHA ANDOU DESCALÇO DURANTE UM MÊS

    Isto passou-se no ano de 2012 e foi publicado no Campo Grande News (Brasil):
    No dia em que decidiu andar descalço, o apicultor Adriano Adames de Souza, de 43 anos, estava dentro de um CTI (Centro de Terapia Intensiva), ao lado da filha de 2 anos, Luiza Lemos, que havia sido internada após apresentar um quadro infeccioso.
    Dada a gravidade da situação e com suspeita de bradicardia – diminuição dos batimentos cardíacos, a menina, segundo os médicos, poderia ser submetida a uma cirurgia para colocação de marca-passo (pace-maker).
    A notícia, como era de se esperar, abalou toda a família. 
    Foi quando Adriano, no desespero, prometeu a Santo Expedito, «das causas justas e urgentes», que andaria descalço, ao sol e à chuva, durante um mês, se a menina se livrasse do procedimento.
    O alívio não demorou a chegar. 
    O diagnóstico de bradicardia não foi confirmado pelos médicos. 
    O problema de Luiza, que ainda está a ser investigado, refere-se a uma alteração no sistema nervoso central, o que pode ser controlado com medicação e até desaparecer com o tempo.
    O pedido de intercessão ao santo foi atendido e a promessa começou a ser cumprida, acredita Adriano. 
    “Tirei os sapatos à porta da Santa Casa” ─ contou. 
    Desde o dia 14 de Setembro de 2012, andou 24 horas descalço, independentemente do local.
    Da padaria ao supermercado, da fila do banco ao atendimento na operadora de saúde, tudo é feito sem sapatos. 
    A penitência chama a atenção, mas ninguém, até agora, resolveu questionar o apicultor, ao contrário dos olhares desconfiados, que ocorrem com frequencia.
    Diz ele que a esposa vê-se, às vezes, na obrigação de explicar o porquê do marido andar sem calçado. 
    “É um tanto curioso. Não é uma coisa normal”, reconhece. 
    No início, a decisão causou estranheza até para a família. 
    “Eles entenderam o meu desespero e a ânsia de ver a minha filha curada, normal. Faria tudo de novo” ─ contou.
    E não é fácil cumprir uma promessa em Campo Grande, ainda mais na época em que os termómetros registam, todos os dias, calor acima dos 35 ºC.
    "É terrível, porque parece que vai sair a pele. À noite incha" ─ comenta.
    Na hora do trabalho, o sacrifício consegue tornar-se ainda mais difícil. 
    As abelhas, durante as colheitas de mel, não perdoam. 
    As ferroadas são certeiras. 
    “O máximo que eu uso, às vezes, é uma meia, na hora de trabalhar. Há dias em que à noite a dor é insuportável” ─ revelou.
    Quem vê de fora, ao descobrir o motivo da promessa, tece elogios ao pai. 
    Para a auxiliar administrativa Maria Regina Amaral, de 41 anos, Adriano Adames teve “um acto de muita Fé”, pensando na filha, o que torna a decisão dele ainda mais louvável.
    “Quando acreditas naquilo vale a pena” ─ disse. 
    "E não é só acreditar" ─ destacou o apicultor. 
     "Quem promete tem que cumprir" ─ É o que pensa a secretária Maria Martins, de 47 anos.
    Católica “desde que nasceu”, a única promessa que fez até hoje foi em decorrência de um acidente sofrido pelo filho, que fracturou as duas pernas. 
    Se conseguisse recuperar rezaria o terço durante uma semana, sem intervalo.
    O compromisso foi cumprido, mas ela pensaria duas vezes em fazer uma promessa como a de Adriano. 
    “Acho uma atitude bela, mas não sei se teria coragem” ─ revelou.
    A jornalista Edinalva Avani Pereira, de 27 anos, que já fez uma promessa para conseguir um terreno, afirma que um filho “vale tudo”, mesmo os sacrifícios considerados mais difíceis.
    Maria Regina concorda e diz que, se fosse necessário, não se importaria com as consequências de uma promessa pensada no desespero. 
    “A gente faz tudo por um filho. A saúde fica para depois” ─  comentou.

    Adriano embarcou para S. Paulo em busca de algum diagnóstico sobre a doença da filha. 
    Conseguiu embarcar descalço.
        

PROMESSAS EXAGERADAS

    É preciso cuidado na hora de fazer uma promessa. 
    As exageradas podem colocar em risco a própria saúde
    Para o padre Wilson Cardoso de Sá, de 48 anos, promessas como esta são decorrentes do que ele chama de «ignorância religiosa», de uma Fé muito simples, em que o contacto com Deus acaba por degenerar numa troca.
    "O problema da promessa é quando ela se torna um «toma lá dá cá», um regatear com Deus” ─ afirmou.
    "A igreja" ─ explicou ─ "não é contra as penitênicas, mas orienta os fieis sobre as decisões exacerbadas que podem trazer graves consequencias. Não é necessário, por exemplo, subir a escadaria de uma igreja de joelhos ou caminhar quilómetros para alcançar uma graça" ─ garante o padre.
    “Pior ainda é quando o pai ou mãe a fazem para o filho cumprir. Não vou cortar o cabelo do meu filho durante tantos anos, ele vai fazer uma caminhada...” ─ exemplificou. 
    “Será que Deus quer esse tipo de coisas? Assim de repente não. Independentemente disso, Deus ama, quer bem” ─ completou.

ALÍVIO DA DOR E DA ALERGIA

    O Instituto de Aterramento envia cumprimentos de Boas Festas, com os desejos de um 2019 saudável, cumprido e aterrado, e o mesmo tipo de alívio ─ para o que quer que vos aflija ─ acabou de ser relatado a nós por um médico. 
    Ele escreveu:
    “A actual epidemia de dor crónica e mal-estar, e o trágico uso excessivo de opiáceos, exigem a exploração de soluções alternativas. 
    "Acredito fortemente que o aterramento é uma solução promissora.
    “Há cerca de um ano lesionei a planta do meu pé esquerdo e continuei a agravar isto ao usar o pedal do microscópio cirúrgico para operações às cataratas. 
    "Sou oftalmologista e uso a parte inferior do meu pé esquerdo para mover um joystick que posiciona o campo de visão do osciloscópio.
    “A dor no pé atormentou-me durante mais de três meses, até que um amigo me deu informações acerca do aterramento. 
    "Disposto a tentar, mas não tendo certeza de que resultaria, simplesmente andei descalço na relva durante meia hora. 
    "Meia hora depois, ao voltar, fiquei surpreso ao sentir que a dor no pé estava resolvida.
    “Continuei a andar (descalço) diàriamente. 
    "No entanto, a dor voltou, quando lesionei outra vez o pé com o uso contínuo do microscópio.
    “Consegui eliminar a dor usando um espeto de churrasco, fio de altifalante e, em seguida, ligar as extremidades do fio do altifalante à parte inferior dos meus pés, no ponto de acupuntura K1, e adormecer assim. 
    "O improviso não foi muito confortável, e então eu decidi usar um tapete de aterramento na cama. 
    "A dor nunca mais voltou!
    “Durante esse tempo senti outros benefícios, como melhor sono, tensão arterial mais baixa, menos cansaço e sintomas de alergia sazonal muito mais reduzidos. 
    "Durante mais de 40 anos sofri de alergias significativas. 
    "A minha mulher brinca e compara-me ao homem com alergias no filme «Sem Sono em Seattle».
    “Agora os sintomas são mínimos, em comparação com anos anteriores, quando muitas vezes tinha que tomar duas vezes a dose de medicamentos orais para resultar. 
    "Andava com lenços por todo o lado. 
    "Há cinco meses que consegui parar os remédios para a alergia oral, graças ao aterramento.
    “Recentemente, decidi desafiar a resistência à alergia ao cortar a relva pela primeira vez, em quase 10 anos, e sem máscara respiratória. 
    "Normalmente, durante o corte e depois, tinha prurido nos olhos e no nariz, com  corrimento. 
    "Desde então sinto-me bem, sem necessidade de medicação. 
    "Nenhum sintoma de alergia. 
    "Surpreendeu-me que os sintomas sazonais de alergia não tenham aumentado depois de cortar a relva!
    "“Como cientista médico, tenho o prazer de encontrar um número crescente de intrigantes estudos, revistos por especialistas, que me ajudam a entender a dinâmica de como o aterramento funciona. 
    "Podem ver esses estudos em www.earthinginstitute.net/
    “Poderá ser o aterramentouma solução para a dor crónica? 
    "Certamente é promissor. 
    "E tudo que sei é que funcionou comigo. 
    "E também funcionou para pessoas a quem falei nisto”.

    Andrew Doan, M.D., Ph.D. 
    Tradução de Rob